Considerada uma das drogas mais prejudiciais à saúde, o ecstasy está presente nas estradas do país e tem sua parcela de culpa no índice de acidentes rodoviários. Esclarecer os efeitos dessa substância é a principal forma de combater o seu consumo.

Criada na Alemanha no início do século XX, o ecstasy já foi utilizado como medicamento por alguns psiquiatras. No entanto, a droga sintética, também chamada de MDMA, foi proibida pelos Estados Unidos no ano de 1985.

Apesar da proibição, a substância ficou conhecida pela população e seus efeitos eufóricos garantiram o aumento da sua popularização. Dessa forma, a droga ganhou variações e hoje ainda é consumida em todo o país, inclusive por profissionais do transporte.

Mesmo sendo tão popular, o consumo do ecstasy é extremamente perigoso. Afinal, a droga é responsável por diversas complicações físicas e mentais, podendo levar o usuário à morte súbita ou a desenvolver problemas graves, como crises de pânico e psicoses.

Neste post, falaremos exatamente sobre isso! Quer descobrir quais são os impactos do ecstasy? Basta continuar a leitura!

1. As complicações físicas

O consumo de ecstasy causa inúmeros efeitos negativos ao organismo. Entre eles, os mais comuns são oscilação dos batimentos cardíacos, náuseas, vômitos, redução do apetite, alterações respiratórias, dores lombares, sudorese, tremores, cefaleia e visão turva.

Os usuários também costumam relatar rigidez muscular e alterações da atividade dos membros inferiores e superiores. Complicações neurológicas também existem e incluem tanto o acidente vascular cerebral isquêmico quanto o hemorrágico. A droga também causa complicações ao fígado, que fica amolecido, e pode levar a uma hepatite fulminante.

Além disso, a pessoa sob o efeito da droga pode sofrer de hipertermia. Esse quadro está associado ao alto nível de euforia causado pela substância, que pode levar o usuário a realizar esforços físicos excessivos durante várias horas. Dessa forma, a temperatura corporal se eleva tanto que pode causar desmaios, coma e até a falência de órgãos como o fígado, rins e coração.

Outra complicação física causada pelo ecstasy é a intoxicação por água. Ela ocorre devido à elevação da temperatura corporal causada pelo uso da droga, o que gera sensação de boca seca no usuário e faz com que ele acabe ingerindo grandes quantidades do líquido.

Porém, como a droga também eleva a ação dos hormônios antidiuréticos, o líquido não é eliminado do corpo. Assim, o resultado pode ser fatal: o excesso de água provoca hipertensão arterial e pode levar a um infarto.

2. Os efeitos psicológicos, comportamentais e cognitivos

A curto prazo, a droga causa euforia, insônia, humor deprimido, dificuldade de memória ou concentração e fadiga mental. Além disso, o usuário também pode desenvolver comportamento bizarro e sofrer alterações na cognição, psicoses, alucinações, crises de pânico e ansiedade. Em casos mais graves, o usuário pode ter morte súbita por colapso cardiorrespiratório causado por constantes crises de pânico.

A longo prazo, o ecstasy também pode impossibilitar a transmissão dos sinais elétricos no sistema nervoso central. Isso ocorre porque a droga tem efeito direto sobre os neurônios — especialmente os que têm a serotonina como neurotransmissor —, podendo até destruí-los.

Outro efeito preocupante causado pelo uso do ecstasy é a diminuição do processamento cerebral. Segundo um estudo publicado no Journal of Psychopharmacology, o cérebro dos usuários da droga apresenta sinais de processamento mais pobres quando estão realizando alguma tarefa cognitiva desafiadora e necessitam de mais oxigênio para executá-la. Na prática, isso significa que ele precisa trabalhar mais do que o cérebro de um indivíduo saudável.

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3. Os impactos sociais

Como se não bastasse os efeitos negativos causados ao usuário, o ecstasy também gera graves impactos sociais. Um dos grandes problemas relacionados ao consumo do ecstasy é que essa substância pode ser a porta de entrada para o vício em outras drogas pesadas, como a heroína, o LSD, o crack e a cocaína, o que agrava o quadro de saúde pública do país, visto que as autoridades têm grande dificuldade para combater o uso de tais substâncias.

Quando um indivíduo passa a misturar o ecstasy com outras substâncias tóxicas, o seu organismo fica ainda mais prejudicado. Muitas vezes, o usuário pode chegar a desenvolver problemas mentais graves que são capazes de prejudicar a sua capacidade de discernimento. Assim, a questão torna-se social, já que o usuário pode representar um risco tanto para ele quanto para o resto da população.

Além disso, o ecstasy também tem sua responsabilidade sobre um dos grandes males da atualidade: a depressão. Afinal, esse é uma das possíveis complicações causadas pela intoxicação com a substância. A doença, além de comprometer as atividades cotidianas do indivíduo, como o trabalho e a interação social, também é considerada um fator de risco para o suicídio, outro grave desafio enfrentado pela sociedade.

4. A detecção do ecstasy em exames toxicológicos

Para os trabalhadores que passam por exames periódicos ou randômicos para a detecção de drogas ilícitas, o consumo do ecstasy pode trazer outra grave consequência: a penalidade prevista em um dos artigos da Lei 13.303/2015, mais conhecida como Lei do Caminhoneiro.

Essa lei prevê que os motoristas sejam submetidos ao exame toxicológico no momento da renovação da CNH nas categorias C, D e E ou quando é necessário fazer a transição para uma delas. Além disso, nos momentos que antecedem a admissão e a demissão de motoristas profissionais, o exame também é exigido.

O ecstasy é uma das drogas frequentemente utilizadas por condutores que querem passar mais tempo acordados na estrada. Contudo, essa é uma prática perigosa. É por isso que esse tipo de exame também busca detectar o consumo dessa substância.

Quando isso acontece, o motorista precisa esperar mais 90 dias para realizar o teste novamente. Nesse período, ele tem o seu direito de dirigir suspenso e depende do resultado negativo em um novo exame toxicológico para reverter essa suspensão.

Como você pôde perceber, o ecstasy gera diversos impactos aos seus usuários, comprometendo sua saúde física e mental. Ele também pode trazer consequências para a vida profissional do indivíduo. Nesse sentido, evitar o uso dessa substância é uma medida essencial para a garantia do seu próprio bem-estar e da sua segurança.

Agora que você já conhece os aspectos mais importantes sobre o ecstasy, o que acha de tirar todas as suas dúvidas sobre o exame toxicológico? Para isso, não deixe de ler o próximo post e compreenda as principais questões sobre o assunto!