A cocaína é uma substância extraída da folha de coca (Erythroxylum coca), planta encontrada nas Américas do Sul e Central. Sintetizada em laboratório, essa droga traz efeitos devastadores e irreversíveis, já que age instantaneamente no organismo humano e atua no sistema nervoso.

Contudo, apesar dos malefícios e da proibição, a cocaína ainda é consumida. Nas rodovias brasileiras, em algumas situações, caminhoneiros e demais motoristas a usam quando precisam de maior resistência para seguir longas jornadas de viagem.

A maioria, porém, não sabe quais são os reais riscos causados por essa substância. Pensando nisso, preparamos esse artigo para que você saiba tudo sobre o assunto e conheça os seis principais efeitos da cocaína no sangue. Confira!

Histórico da cocaína

Potente e antiga, a cocaína é uma droga ilícita de origem natural. Os incas utilizavam as folhas de coca pura para mascar e fazer chás, com o intuito de aguentar os efeitos provocados pelo ar rarefeito das montanhas.

Na década de 80, o químico Albert Niemann sintetizou a cocaína pela primeira vez, e ela começou a se tornar conhecida entre a comunidade médica. Em 1886, a droga conquistou alcançou grande popularidade, pois o farmacêutico John Pemberton teve a ideia de incluir as folhas de coca como componentes do famoso refrigerante Coca-Cola.

Já no Brasil, a chegada da cocaína aconteceu no final do século XIX e início do século XX, sendo empregada como componente em alimentos e bebidas, além dos fins farmacêuticos. Entretanto, devido ao efeito perigoso e estimulante do sistema nervoso central, em 1914 a droga se tornou ilegal. Desde 2008, ela é considerada a segunda substância ilícita mais comercializada no mundo.

Composição

O pó de cor branca e cristalina da cocaína é extraído das folhas da coca. Sua composição química apresenta anamil, alcaloides e truxilina, substâncias que, quando sintetizadas em laboratórios clandestinos, criam efeitos sérios no organismo e no cérebro.

Primeiramente, a planta é prensada em soluções que contém substâncias químicas a base de pasta, como querosene, gasolina ou ácido sulfúrico para que seja extraído o alcaloide. Em seguida, é adicionado o ácido clorídrico para formar o pó branco.

No entanto, até chegar nessa fase, outros componentes adversos também podem ser incorporados, como ácido acetilsalicílico, procaína, pó de giz e talco. Na forma de pó, a cocaína pode ser aspirada por via nasal ou diluída em água para depois ser injetada diretamente na corrente sanguínea.

Já à base de pasta, a droga é chamada de crack e merla, que usuários usam para fumar em modo puro, com cachimbos ou junto com a maconha. Independentemente da maneira de inalação, essa substância traz consequências devastadoras, como problemas de saúde e sociais.

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Principais efeitos no organismo

Conforme a droga percorre a corrente sanguínea até chegar ao sistema nervoso central, afeta diretamente vários órgãos. Dentre os principais efeitos, podemos citar esses seis, que são detectados de maneira fácil em exames toxicológicos, por exemplo:

1. Intensa sensação de euforia

O uso da cocaína provoca no cérebro o aumento do estado de alerta, da sociabilidade e da autoconfiança, além de reduzir a necessidade de dormir, o cansaço e o apetite.

Isso acontece devido à sobrecarga do psicoativo conhecido como dopamina, responsável por proporcionar os efeitos da droga.

2. Dificuldades cardiovasculares

Essa droga tem capacidade de aumentar a pressão arterial, o consumo de oxigênio para o coração e a frequência cardíaca, dilatando as pupilas. Após o consumo de cocaína, o indivíduo também pode desencadear isquemia, arritmias, angina e até mesmo infarto e AVC.

Por outro lado, essa substância é uma boa vasoconstritora, ou seja, diminui os vasos sanguíneos e o aporte de sangue pelas artérias, inibindo hemorragias.

3. Problemas respiratórios

O fato do consumo de cocaína geralmente ser por via nasal faz com que o usuário tenha sinusite, rinite crônica, úlceras de orofaringe, perfuração do septo nasal e também necrose da mucosa nasal.

No entanto, ainda que inalada por fumo, a substância pode causar lesões pulmonares, queimaduras das vias áreas superiores e até mesmo uma embolia ou hemorragia pulmonar.

4. Síndrome do pulmão do crack

É uma hemorragia nos alvéolos pulmonares devido ao fumo constante de crack. Nesse caso, o dependente apresenta falta de ar, tosse com possível escarro sanguinolento, febre e insuficiência respiratória, precisando ser intubado e respirar por meio de ventilação mecânica.

5. Transtorno gastrointestinal

Outro efeito negativo que o uso da cocaína pode ocasionar é a elevada taxa de perfurações e úlceras gástricas, bem como colite isquêmica e complicações intestinais.

Isso porque quando o suco gástrico (ácido) choca-se com outros componentes da cocaína (base) para neutralizar o processo, o estômago produz mais substâncias que, consequentemente, fazem surgir as primeiras feridas.

6. Complicações nos rins e fígado

O usuário de cocaína pode comprometer o funcionamento dos rins e fígado, pois quando a substância percorre os vasos sanguíneos, esses dois órgãos são igualmente afetados por insuficiências severas, que têm possibilidade inclusive de causar óbito.

Riscos da utilização em longo prazo

A cocaína é uma substância de fácil metabolização pelo organismo, fazendo com que sua ação seja rápida e o indivíduo procure consumi-la com frequência. As doses são maiores, para sentir o mesmo efeito e aliviar os sintomas de estresse e constante estado de tensão.

Contudo, essa condição, além de causar danos à saúde, aumentando a sensação de angústia e explosões de raiva, também leva a um severo vício. A pessoa se torna psicótica, o que interfere na maneira como o cérebro funciona. Nisso, estão incluídos pensamentos criminosos para conseguir a droga, como assassinatos e roubos.

Se o dependente não consegue usar a cocaína, tende a entrar em um estado de depressão profunda e intensa, que pode levá-lo a cometer suicídio. Uma vez que nenhum medicamento tem o potencial de eliminar os efeitos da dependência da cocaína, o processo de combatê-la na vida dos usuários é contínuo e longo, envolvendo consequências psicológicas e físicas.

Por isso, existem diversos programas de tratamento para viciados, que fazem da terapia uma forma positiva de lidar com a situação e afastar o uso dessa substância. Por ser uma condição delicada, é essencial o apoio dos amigos e familiares nesse processo, para que o usuário consiga atingir o objetivo.

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