O rebite oferece uma falsa sensação de excitação e bem-estar. Entretanto, drogas estimulantes cavam um enorme buraco de melancolia sob os seus pés. Fique longe disso!

Não é novidade para ninguém que o rebite é um perigo para a saúde, certo? É uma droga sintética de alto poder de vício e, quase sempre, seu uso se torna compulsivo. Trata-se de uma anfetamina, substância estimulante procurada por quem quer sentir-se mais “aceso.”

Certamente, você já ouviu falar de companheiros de estrada que, para dar conta de prazos absurdos e se manter por horas a fio ao volante, eles recorrem a medidas desesperadas, como o uso do rebite.

Ninguém pode julgar um pai de família por querer levar mais conforto para o seu lar. Desde que seja de forma honesta e segura para todos, não é verdade?

Neste texto vamos falar sobre os principais casos em que o rebite costuma ser usado e também sobre os seus efeitos no organismo. Confira e boa leitura!

Rebite: uma droga como qualquer outra, prejudicial e proibida

É muito comum que a pessoa que faz o uso do rebite fique dando desculpas sobre o motivo de se drogar: “fazer mais dinheiro,” “chegar mais cedo em casa” ou, até mesmo, “é só de vez em quando e nunca me fez mal.”

O problema é que as anfetaminas são fabricadas para funcionarem como medicação, ou seja, seu uso só pode ser aprovado por um médico competente para isso. Uma pessoa que não precisa de tratamento com esse tipo de droga, ao ingeri-las, está correndo sérios riscos, inclusive de morte.

Sem os exames médicos adequados, não existe uma dose segura para a ingestão do rebite. Pode ser que só faça mal ao longo prazo, mas uma única dose também pode ser muito perigosa. Veja alguns detalhes sobre a história e composição das anfetaminas, seus efeitos e danos para o corpo.

História das anfetaminas

Foi criada no final do século XIX, mas só foi usada em larga escala na Segunda Guerra Mundial. Essa substância era ministrada aos soldados para que se mantivessem alertas e dispostos. Notou-se também que inibia a fome e afastava a fadiga corporal. Não demorou para que alguém percebesse que o desempenho dos pilotos estava deixando a desejar quando estimulados pela anfetamina.

Depois disso, passou a ser usada em dietas como inibidor de apetites, por motoristas e profissionais noturnos para se manterem acesos e até por estudantes para conseguirem dar conta da pressão das aulas.

Efeitos do rebite no organismo

Tanto as anfetaminas quanto os seus derivados, disparam reações químicas no sistema nervoso central e causam agitação, euforia, falta de sono e apetite e uma enorme sensação de bem-estar. Os usuários apresentam comportamento excitado, conversam mais e parecem até mais inteligentes. Isso tudo até que o efeito, que pode ser prolongado, acabe. As sensações causadas pelo rebite podem permanecer por até 12 horas!

Logo após o ápice do efeito, o sujeito é acometido por um abatimento e melancolia que só podem ser supridos com mais droga. Isso torna o organismo dependente da anfetamina. Elas agem também sobre outros órgãos, aumentando os batimentos cardíacos, pressão sanguínea e respiração. O corpo reage apresentando os seguintes sintomas:

  • boca seca;

  • irritabilidade;

  • diarreias;

  • suor intenso e/ou frio;

  • pupilas dilatadas;

  • coordenação motora comprometida;

  • tremor e inquietação das mãos;

  • ansiedade;

  • visão desfocada;

  • confusão mental.

Consequências: formas como o rebite impacta o corpo humano

O uso prolongado pode desenvolver quadros psicóticos ou paranoides. Ataques de pânico, ansiedade e violência podem vir a se tornar recorrentes, assim como a impotência sexual e lesões cerebrais mais severas.

Só existe um remédio para ter bom desempenho nas estradas: uma boa noite de sono natural, ou seja, descansar de verdade. Motoristas que encaram 12 horas de volante sem dormir, estão colocando em risco a própria vida e a de quem mais transita pelas vias e rodovias.

O uso não precisa ser abusivo para que ocorra algum desastre. Em curto e médio prazo, o uso do rebite, por exemplo, pode provocar alterações visuais e perceptivas em quem usa. Se o caso for de um motorista, as consequências podem ser graves.

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Drogas estimulantes: consequências para a família e sociedade

Lembrando que a anfetamina apenas dá uma sensação de excitação e energia, o corpo, na verdade, continua fatigado e precisando descansar. Assim, os reflexos ficam comprometidos, dificultando qualquer reação de esquiva ou manobra de segurança que, porventura, se façam necessárias.

Também é comum sofrer variações na visão, mesmo que para casos de pouco uso de rebite. Nesse sentido, encontra-se grande dificuldade de focar as vistas e os pontos de luz passam a ser um incômodo.

Família

A família do usuário também sofre com as consequências. Além do desamparo financeiro, pois fica difícil para o dependente manter-se em qualquer trabalho, o convívio com quem usa rebite ou anfetaminas é desgastante e doloroso.

Ele pode desenvolver delírios de perseguição e permanecer constantemente irritado, agressivo e desorientado. Quem faz uso dessas substâncias ainda tem chance de desenvolver diferentes níveis de depressão.

Sociedade

Além de consumir recursos públicos para o tratamento de sua dependência, o indivíduo que insiste em dirigir, ainda representa um sério risco para sua vida e a de quem está na rua. Ao assumir a responsabilidade de fazer uso de substâncias ilícitas e dirigir, o motorista torna-se um infrator, passível de sofrer as penalidades legais.

Drogas: longe das estradas e longe da gente

Com a lei do motorista, todo mundo que trabalha com transporte, seja de carga ou de passageiros (carteiras C, D ou E ) precisa realizar o teste do cabelo. Também conhecido como exame toxicológico de janela de larga detecção, ele visa impedir que os motoristas com maus hábitos, como o uso de rebite, voltem para as estradas e ofereçam riscos às pessoas.

O Brasil tornou-se referência mundial no combate ao uso de drogas no trânsito. Em vigor desde 2016, calcula-se que a Lei 13.103 já impediu que mais de 1,4 milhão de motoristas transgressores voltassem às estradas. A ONU (Organização das Nações Unidas) elogiou a iniciativa brasileira e ressaltou os surpreendentes números alcançados, principalmente os que se referem à diminuição do número de acidentes com morte.

Por isso, é importante criar a conscientização de que usar drogas é uma “roubada.” Como vimos no texto, o rebite não é menos perigoso ou mais indicado do que qualquer outra droga! É um perigo para sua saúde e para a harmonia do seu lar. Portanto, fique longe das drogas.

E se gostou deste artigo, vai querer ler também esse outro que fala sobre a importância do exame toxicológico! Vale a pena a leitura, até mais!