A análise da queratina permite uma ampla janela de detecção, garantindo a segurança dos profissionais

A partir de 2016, com o surgimento da lei federal nº 13.103, o exame toxicológico de larga janela de detecção tornou-se obrigatório com o objetivo de identificar a utilização de diversos psicoativos por parte dos motoristas com Carteira Nacional de Habilitação das categorias C, D ou E.

Neste post, você vai entender como é feita a análise da queratina nesse tipo de exame, quais drogas podem ser identificadas e quais as vantagens dele. Boa leitura!

Entenda como é realizada a análise da queratina

O profissional que for passar pelo procedimento deve comparecer ao posto de coleta credenciado, onde será coletado seu cabelo e/ou pelo corporal. Como o primeiro cresce cerca de 1,3 cm por mês, a análise de uma mecha representa o período englobado pelo comprimento. Ou seja, uma mecha de 3,9 cm representa um período de aproximadamente 3 meses.

Antes de explicarmos como é feita a análise da queratina, é preciso entender que o fio de cabelo tem uma estrutura bastante complexa. Analisando-o pelo microscópio, é possível identificar que, ao fazer um corte simplificado, podemos encontrar o córtex, a medula e a cutícula capilar.

Toda essa estrutura é irrigada por fluxo sanguíneo constantemente. Quando há consumo de substâncias psicoativas, o sangue do motorista acaba impregnando a estrutura do cabelo ou do pelo. Sendo assim, ao longo do tempo e de acordo com a frequência de consumo, haverá maior ou menor quantidade de substâncias nos fios recolhidos.

A análise é composta por duas fases diferentes. A seguir, explicaremos melhor sobre o assunto.

Fase de triagem

A fase de triagem é subdividida em dois processos. Inicialmente, o laboratório deve preparar a amostra, levando-a para que possíveis contaminações externas sejam retiradas, impedindo que isso afete o resultado.

No segundo passo, deve ser adotado o método ELISA, com o objetivo de identificar se existem substâncias psicoativas ou metabólitos característicos das drogas que estão sendo analisadas.

Se existem drogas impregnadas no cabelo, é possível identificar o antígeno contido no ensaio por meio de reagentes específicos. Estes, por sua vez, acusarão a presença de cada uma das substâncias presentes na pequena amostra coletada para teste.

Esse primeiro procedimento tem unicamente o objetivo de apontar se existe alguma substância ilícita. Logo, o resultado será imediatamente considerado positivo caso haja indício de, pelo menos, uma das drogas. Se não tiver, o exame se encerra na fase de triagem, com o laudo negativo sendo emitido em um período de 24 horas.

Fase de confirmação

Caso o resultado seja positivo, é necessário passar para a fase de confirmação, que identifica o nível de concentração de cada droga encontrada na fase anterior. Para isso, é utilizado o espectrômetro, um equipamento com a capacidade de confirmar a informação, acrescentando outros detalhes relevantes.

Com base nos dados analisados, o laudo que será enviado ao cliente é preparado.

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Entenda a diferença entre a análise da queratina e os testes de sangue e urina

O período para detectar as drogas nas diferentes amostras vai variar de acordo com o tipo da substância, da quantidade ingerida e da frequência. Geralmente, as drogas permanecem na saliva, na urina e no sangue apenas por alguns dias (em alguns casos, por algumas horas). Já no cabelo, elas podem permanecer por meses ou até mesmo anos dependendo do comprimento.

Marília Nanes, gerente técnica do Laboratório Quest Diagnostics, afirma que “a vantagem de fazer a análise da queratina é o período que a droga fica incorporada. A lei da Carteira Nacional de Habilitação C, D ou E exige um período de 90 dias sem o consumo dessas substâncias. Portanto, é possível detectar esse longo prazo.”

Ou seja, por meio da análise da queratina, é possível contemplar um tempo muito maior em comparação com o sangue e a urina.

Conheça as drogas que podem ser detectadas

As substâncias que podem detectadas na análise de queratina são: Anfetamina, Metanfetamina, MDA, MDMA, Anfepramona, Carboxi THC, Cocaína e seus metabólitos, Opiáceos (Morfina, Codeína e 6-acetilmorfina), entre outros. A seguir, vamos explicar detalhadamente as mais comuns.

Cocaína

A cocaína pode ser considerada uma das substâncias mais perigosas. É extraída da planta Erythroxylon coca, encontrada na América do Sul e Central. Por atuar diretamente no sistema nervoso, essa droga sintética pode ser considerada psicotrópica.

Consumida principalmente por aspiração, o motorista pode ter efeitos devastadores em sua saúde e bem-estar. Ela afeta os órgãos à medida que percorre seu caminho até o cérebro:

  • coração: causa aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial, pode ocasionar arritmia e levar ao infarto;

  • rins: pode levar à falência renal;

  • pulmão: danos permanentes, além de perfuração das vias respiratórias;

  • trato gastrointestinal: provoca úlceras, perfurações intestinais e estomacais.

Entre os motoristas profissionais, a cocaína pode ser extremamente perigosa por causar alucinações, AVC, perda de sentidos e convulsões, resultando em sérios acidentes.

Anfetaminas

As anfetaminas são uma das principais substâncias utilizadas pelos motoristas. Exercem ações químicas no cérebro e provocam falta de apetite, insônia e excitação.

Ao consumi-las, ocorrem alterações nos neurotransmissores denominados serotonina e dopamina, deixando o profissional mais alerta e causando, inicialmente, sensação de bem-estar. Sob esses efeitos, os motoristas têm a impressão de que conseguem enfrentar longas jornadas, há aparente melhora no desempenho intelectual e eles podem ficar mais falantes.

Dependendo da droga utilizada, os efeitos podem permanecer por até 12 horas. Depois desse período, o indivíduo se sente deprimido, descarregado, angustiado e sente a necessidade de consumi-la novamente, gerando a dependência.

Essas substâncias têm a capacidade de agir em outros órgãos além do sistema nervoso, provocando aumento da pressão arterial, arritmias, tremor, boca seca e irritabilidade frequente.

São responsáveis, ainda, por episódios de intestino preso, alternando com crises de diarreia. Alguns tipos de anfetaminas podem provocar, também, acidentes vasculares cerebrais, em virtude do aumento da pressão arterial significativo.

Um procedimento simples, prático e não invasivo, a análise da queratina traz muitos benefícios para a saúde do motorista, para a segurança das estradas nacionais e para as mercadorias das empresas. Dessa forma, é essencial que o profissional siga a lei corretamente, visando garantir o seu bem-estar, ficar livre de problemas para a renovação da CNH ou na sua admissão e evitar a sua demissão.

Caso tenha se interessado pelo assunto e deseje se aprofundar no conteúdo, continue no blog e entenda como o exame toxicológico é feito em carecas. Boa leitura!

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