Veja aqui quais tipos de drogas identificadas no exame toxicológico.

O consumo de drogas pode até ser feito às escuras, mas não passa batido no Exame Toxicológico. É fundamental contar com precisão e rapidez na identificação do uso de substâncias ilícitas para a segurança de quem trabalha como motorista e de quem emprega.

Além de serem extremamente necessários em admissões e demissões de motoristas, eles previnem acidentes de trabalho, resguardam a saúde do funcionário e o bem-estar de pessoas que estão ao nosso redor, circulando pelas vias e rodovias.

Quer saber quais drogas são detectadas em um Exame Toxicológico, porquê a realização dele é obrigatória, como ele é realizado e quanto tempo leva para obter o resultado?

Neste artigo, vamos esclarecer todas essas dúvidas e garantir a sua segurança enquanto profissional e contratante. Venha conosco e informe-se!

O que diz a Lei sobre o Exame Toxicológico?

Não é só questão de ter a marca registrada da empresa, o Exame Toxicológico é algo obrigatório. Segundo a Lei 13.103, do ano de 2016, quem trabalha com transporte, seja de carga ou de passageiros, é obrigado a fazer o Exame Toxicológico, assim como exames médicos e psicotécnicos.

Isso garante uma redução de danos em diversos setores profissionais e pessoais. Realizado em processos de admissão e demissão de empresas, esse exame também é necessário para todos os habilitados nas categorias C, D ou E, seja para inclusão de uma dessas categorias, seja para renovação.

O objetivo é garantir que a pessoa contratada não coloque ninguém em risco e tenha uma jornada de trabalho mais produtiva. É muito importante seguir as recomendações do DENATRAN nesse processo.

Se o seu propósito é progredir na carreira e proporcionar melhores condições de vida à sua família e à empresa, é fundamental que você esteja dentro da Lei.

Como o exame é feito?

O Exame Toxicológico é feito por meio de uma pequena amostra de cabelo, que é enviada ao laboratório para detectar a presença de substâncias ilícitas. Além da identificação delas, é possível detectar as categorias de consumo do usuário.

Quando a empresa paga pelo exame com fim para o CAGED, recebe o relatório informando o resultado, que indica se o motorista é positivo ou não. Quando o próprio motorista compra o exame, ele tem acesso ao laudo completo.

Para que serve?

O exame funciona na prevenção de acidentes, assegurando que a empresa sabe quem está contratando e não coloca a vida de seu funcionário e de outras pessoas em risco. Ele representa um investimento para a carreira do motorista, além de ser um atestado que garante segurança da empresa que o contrata.

Quem conduz um veículo por vias urbanas e rodovias, precisa estar em dia com a Lei e com a saúde. Em casos de rotas sem muitas paradas, o que pode tornar a jornada de trabalho mais longa e cansativa, o RH precisa estar muito mais atento para dar suporte ao motorista.

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Por que o uso de drogas é tão prejudicial à saúde dos motoristas?

Não apenas por seus efeitos colaterais, mas também porque não há controle sanitário na fabricação dessas substâncias. Assim, todos que estão perto do usuário estão em risco.

Não existem níveis seguros de consumo. As drogas afetam cada indivíduo de forma particular, acarretando dependência emocional, física e problemas na rotina da pessoa.

O abuso de drogas é prejudicial ao indivíduo que as consome e às pessoas que o cercam. Um vício biológico que pode comprometer o psicológico do indivíduo, que passa a depender da substância para manter-se emocionalmente estável. Com saúde não se brinca, muito menos em trabalho e no trânsito.

Adotar hábitos mais saudáveis, como ter uma boa alimentação, praticar exercícios físicos regularmente, ter noites de sono bem dormidas, beber água, é um dever de qualquer pessoa que quer envelhecer com saúde. Correto? Essa ideia não é diferente para os profissionais que vivem na estrada, nem para quem gerencia a saúde ocupacional na empresa.

Depressão alucinação e euforia

As drogas não prejudicam apenas o rendimento profissional do motorista, elas também agem no seu sistema nervoso. Drogas depressoras reduzem a atividade cerebral, dificultam o processamento do usuário e os deixam sem ânimo depois do seu consumo. Exemplos:

  • bebidas alcóolicas;

  • diluentes;

  • morfina;

  • heroína;

  • inalantes.

Drogas alucinógenas mexem com a psique do usuário, produzindo alucinações. Exemplos:

  • cogumelos;

  • maconha;

  • LSD;

  • ecstasy;

  • DMT.

Drogas estimulantes deixam o usuário mais ligado e perceptivo, reduzem a fadiga dando a falsa sensação de produtividade e aumentam a atividade pulmonar. Exemplos:

  • crack;

  • cocaína;

  • anfetaminas.

Imagine um motorista influenciado por esses efeitos. O resultado não pode ser bom. Por isso é tão importante dar atenção ao Exame Toxicológico e garantir a qualidade dele.

Quais drogas são drogas identificadas no exame toxicológico?

Com a variedade de substâncias e efeitos que já citamos até aqui, nem precisamos dizer o quanto saber quais drogas são ou não identificadas no Exame Toxicológico é importante. Veja a seguir!

Cocaína

A cocaína atua no sistema nervoso central, deixa o indivíduo agitado, disposto, sem apetite e sono, além de transformá-lo em uma bomba relógio pela impulsividade. Os usuários se colocam em situação de risco por ultrapassarem o limite da euforia, sendo perigoso demais para quem está no trânsito.

O uso abusivo provoca alucinações e paranoia. A abstinência causa crises prolongadas de mal-estar, enjoos, dores de cabeça, tremedeiras, vômito e, por fim, a temida overdose. Por ser uma droga cara, ela acaba trazendo problemas financeiros para seus usuários, prejudicando também seu rendimento no trabalho, seu orçamento pessoal e familiar.

Informações técnicas

A cocaína é uma droga extraída da folha de coca, planta nativa das regiões andinas, em refinarias ilegais que utilizam química pesada para sua obtenção. É altamente viciante e seu poder estimulante induz ao uso compulsivo, fazendo com que o usuário precise dela para se sentir bem e ativo.

No Exame Toxicológico são analisados os metabólitos — ou seja, o composto proveniente do metabolismo — cocaetileno (resultante do uso de cocaína associado ao do álcool), norcocaína e benzoilecgonina.

Anfetamina

A Lei do caminhoneiro inclui as anfetaminas na lista de tipos de drogas identificadas no Exame Toxicológico. Após o uso, a capacidade de metabolismo diminui e faz com que os usuários tenham mais dificuldade para queimar gordura, aumentando as chances da pessoa engordar e desenvolver outros problemas.

Essa substância é um poderoso energético, que mantém o usuário acordado e apto para suportar longos trajetos, como os rodados pelos condutores de caminhão. Mais uma vez, tornando-se um perigo para quem está no trânsito.

Elas deixam o usuário eufórico e energético devido ao aumento da atividade cerebral. Isso pode provocar crises de raiva e violência, suor intenso e aumento da temperatura corporal devido à elevação dos batimentos cardíacos. O que pode causar brigas no trânsito, além da dissociação do motorista.

Informações técnicas

Os principais metabólitos e derivados são as anfetaminas e metanfetaminas, MDA (metilenodioxianfetamina) e MDMA (metilenodioximetanfetamina). As anfetaminas são drogas estimulantes sintéticas, ou seja, totalmente produzidas em laboratórios ou ambientes farmacêuticos.

São comumente usadas para inibir o apetite, com a finalidade estética de emagrecer. Levam à desidratação e o momento que sucede às sensações são de intensa melancolia, introspecção, fraqueza e solidão. Também podem causar delírios e, em casos crônicos de uso, vários níveis de depressão.

Quem a consome busca seu uso novamente, é um ciclo vicioso. As crises de ansiedade entre uma dose e outra aceleram a procura pela droga, tornando o usuário dependente de forma muito rápida.

Opiáceos

A codeína e a morfina são os compostos mais comuns entre os opiáceos. Analgésicos e anti-inflamatórios eficientes, são muito utilizados em ambiente hospitalar, principalmente no caso da morfina.

Ela é aplicada em cirurgias e usada no tratamento de pacientes em recuperação de acidentes e câncer, por exemplo.

Ou seja, é um medicamento que, quando ministrado pelo profissional adequado, não apresenta riscos para outras pessoas. Mas se usado sem o consentimento médico, pode ser muito prejudicial à saúde e ao rendimento do usuário. São altamente viciantes.

Qualquer pessoa que busque o uso de opiáceos sem orientação e acompanhamento médico está sujeita a uma série de efeitos ocasionados pela abstinência, como:

  • irritabilidade;

  • mudança brusca de humor;

  • vômito;

  • ansiedade;

  • falta de apetite;

  • dores abdominais;

  • diarreia;

  • crises de depressão;

  • transpiração intensa ou fria.

As crises causadas pela interrupção ou abandono do consumo dos opiáceos podem durar de uma semana a um mês.

Informações técnicas

São analisados no Exame Toxicológico o grupo de metabólitos de estimulantes opiáceos DEPN – Dietilpropiona (Anfepramona), NENE – N-etilnorefedrina, metabólito da efedrina N-etilcatinona e NECT – N-etilcatinona.

A overdose acontece porque o organismo passa a se acostumar ou criar resistência sobre o efeito da droga. Isso faz com que as doses aumentem cada vez mais para se conseguir o efeito pretendido. Em algum momento, essa dose pode ser o suficiente para matar.

Maconha e derivados

A maconha e seus derivados, como haxixe e skunk, são alguns dos tipos de drogas identificadas no Exame Toxicológico. A maconha, por exemplo, é uma das drogas mais consumidas no Brasil e no mundo.

Ela pode ser inalada ou ingerida como alimento.

Seu uso, inicialmente, causa torpor e sensação de leveza. As do gênero Sativa deixam o usuário mais agitado e falante. As do gênero Indica levam à introspecção e à sonolência.

É considerada uma droga de fator viciante leve, mas a dependência psicológica ou emocional pode acontecer com doses mínimas de muitas substâncias ilegais. O teste do cabelo analisa os metabólitos THC carboxílico e o mazindol.

Abstinente, o usuário terá dificuldade para dormir, ansiedade, apetite descontrolado e mudanças de humor. O uso inalado, ou seja, quando a pessoa fuma, pode causar dano aos pulmões e vias respiratórias.

Esteróides e Anabolizantes

O Exame Toxicológico não examina o uso de esteroides e anabolizantes. O uso de qualquer fármaco, porém, deve ser avaliado e orientado por um profissional.

A automedicação pode ser extremamente prejudicial à saúde e sempre se deve orientar o funcionário a praticar hábitos saudáveis para obter um corpo em forma, certo? Incentive!

Como garantir a qualidade do exame?

Para trazer mais segurança à empresa, ao funcionário e aos condutores que estão pelas vias e rodovias, é muito importante que motoristas e as empresas se conscientizem e busquem o exame.

Quem usa essas substâncias corre o risco de sofrer com dependência, problemas físicos e psicológicos e sofrer punições severas da Lei.

A empresa deve prevenir-se nesse sentido, cuidando da saúde ocupacional, aderindo a programas de conscientização, flexibilizando as jornadas de trabalho, planejando as rotas de forma inteligente e usando a tecnologia a favor do negócio.

O Exame Toxicológico é importante, mas a manutenção com todas essas iniciativas também é.

O laboratório recebe as amostras e garante a realização da análise, emitindo os resultados em 3 dias. Comece hoje mesmo a prevenir prejuízos e cuidar dos colaboradores, entre em contato conosco e saiba como podemos ajudar: a LABET tem toda qualidade e experiência que você precisa!